Arquiteto analisa demanda crescente por apartamentos compactos           

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A procura por apartamentos compactos, com metragem mais reduzida e localização em regiões centrais, é uma tendência crescente no mercado brasileiro. Segundo dados do Secovi-SP, 83% dos apartamentos lançados em 2024 na capital paulista tinham até 45 metros quadrados. “Para jovens profissionais, casais sem filhos, idosos e investidores, os apartamentos pequenos se tornaram alternativa viável em um cenário no qual a localização e a praticidade pesam mais que metragem”, constata reportagem da Revista Exame.

A tendência se espalha por outras regiões brasileiras. No início do ano, um novo empreendimento da construtora Vanguard, do Grupo Plaenge, que atua na Região Sul, vendeu mais de 400 apartamentos em dois dias. A marca vai lançar seu primeiro projeto no Centro de Joinville – à Rua dos Ginásticos, próximo ao Shopping Cidade das Flores.

O arquiteto Leonardo Sturion, da Bohrer Arquitetos, parceira da Plaenge há quase 30 anos, explica os fatores que impulsionaram a nova onda dos residenciais: “Diferentes vertentes direcionam esse tipo de produto, seja por localização, aproveitamento dos coeficientes construtivos, valores de mercado, entre outras. O perfil de morador varia entre novas famílias ou compradores do seu primeiro imóvel, passando por investidores, além de profissionais já mais estabelecidos que procuram viver próximos ao trabalho”.

Outro aspecto é o avanço das plataformas de locação (short stay, ou locação de curto prazo), como AirBnb, que implica em uma maior demanda por unidades compactas, representando uma boa opção para investidores. “Nos últimos anos, a busca por hospedagem de curta duração passou a integrar o ecossistema do turismo nacional,  seja pelo incremento do turismo doméstico, seja pela maior flexibilidade do trabalho remoto”, sublinha Leonardo.

Segundo ele, os apartamentos compactos têm, em sua origem, o compromisso de ser práticos, tanto para moradia quanto como investimento. É nas áreas centrais nas cidades que se encontram as maiores redes de serviços com a infraestrutura instalada mais completa. “Essa realidade vem ao encontro da proposta de praticidade desses produtos, à medida que os empreendimentos se destinam a pessoas que buscam maior mobilidade no acesso ao trabalho e a opções de serviços, como jovens e casais sem filhos”, diz o arquiteto.

“Em consequência da dimensão das unidades habitacionais, as áreas comuns são projetadas para suprir algumas necessidades do morador, além de promover o convívio entre os vizinhos, garantindo o máximo de conforto possível.” Bons exemplos são as áreas de trabalho/coworking, os ambientes de festas com características de salas de jantar e academias bem equipadas.

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