Concerto de violão clássico é programa para domingo, na Lírica

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Um dos mais conceituados violonistas de Joinville, Ananias Almeida é a atração dos Concertos Matinais do próximo domingo, 19, às 10h30, na Sociedade Lírica. Nesta edição do projeto mensal da tradicional entidade, o músico se apresenta integrando um quarteto que contempla violão, piano e cordas em torno de um repertório erudito. A entrada é gratuita.

Ao lado de Ananias Almeida estarão sua filha, a pianista Marluce Marques, o violinista Luiz H. Fontão e o violoncelista André Veira. Com esta composição – que já se apresentou em cidades como Florianópolis, São José, Criciúma e Blumenau –, Ananias executa obras como “Romance de Amor” (Antonio Rovira), “Noite Cheia de Estrelas” (Cândido das Neves, imortalizada na voz de Vicente Celestino), “A Comme Amour” (Paul Senneville), “La Maritz” (Sylvie Vartan) e “Choro sem Lágrimas” (Manoel Marques).

O concerto de domingo integra o projeto Lírica Arte e Cultura, aprovado pelo Programa de Incentivo à Cultura (PIC), da Fundação Catarinense de Cultura e do Governo do Estado de Santa Catarina, com patrocínio de Havan, Ciser, Tirol, Granaço e Tigre.

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Ananias Almeida e a cultura da música
Trecho do livro “O PInho Toca Forte – Histórias do Violão Joinvilense”, de autoria do jornalista Guilherme Diefenthaeler, editor da Revista Francisca

O menino Ananias vivia na roça, na pequenina Montalvânia, bem ao Norte de MInas Gerais, já na divisa com a Bahia. Foi quando descobriu um passatempo diferente para compensar a falta de brinquedos convencionais. Aos 5 anos, usando madeira mole e crinas de cavalo, deu forma ao próprio violãozinho, em um tentatia de reproduzir o instrumento que via no Terno de Reis, junto com a viola. Só bem mais tarde ele fica sabendo que as quatro cordas do violão caseiro tinham a mesma origem das que se utilizava nos velhos alaúdes, em tempos remotos. É no brinquedinho que o menino descobre a magia de emitir sons e melodias – um primeiro passo para a paixão de Ananias Alves de Almeida pelo violão.

Nascido em Lençóis, Bahia, Ananias foi criado na cidade fundada em 1952 pelo camponês Antônio Lopo Montalvão. Situada na Bacia do Rio São Francisco, Montalvânia abriga uma enorme concentração de grutas, lapas e abrigos com milhares de inscrições rupstres. A profusão de símbolos como pegadas e figuras que dão impressão de dançar livres da gravidade alimenta uma aura de misticismo no lugar, que o fundador acreditava carregar a memória da civilização perdida de Atlântida. A cidade de 16 mil habitantes tem ruas com nomes de pensadores e filósofos, como Confúcio, Platão e Galileu. É lá que Ananians passa a infância e a adolescência, com a música sempre presente, nas rodas do Terno de Reis ou nos acordeões, animando bailes.

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SERVIÇO

O QUÊ: Concerto de Ananias Almeida Quarteto
QUANDO: domingo, dia 19, às 10h30
ONDE: Sociedade Cultural Lírica, rua Max Colin, 1483, América
QUANTO: gratuito

1 Comment

  1. Marcos Miranda disse:

    Dia 19/04/2026 assistimos esse show do quarteto com o Mestre Ananias, a filha e outros. Um belíssimo espetáculo de encher a alma de alegria. De ter a certeza que nesse país temos excelentes artistas. Mas, quem prestou atenção nas palavras do Mestre Ananias quando disse “aqueles que demonizaram a cultura e a lei Rouanet”, se referindo aos governantes anteriores que fizeram de tudo contra a cultura e os artistas desse país, poderia refletir melhor no momento de votar nas próximas eleições. Mas, hoje, parece que o povo não entendeu nada disso, pois “aqueles que demonizaram a cultura e a lei Rouanet” estão aí de volta, para, se eleitos por esse povo cego, surdo e mudo, novamente demonizarem a cultura brasileira. Será que esse povo não aprende nunca? E mais, não estou alertando para obrigatoriamente escolher o atual governante. Não! Mas, simplesmente NÃO eleger nenhum daqueles que o Mestre Ananias fez referência, que são os que estiveram no governo passado e demonizaram a cultura, a Lei Rouanet e os artistas brasileiros. Pensem nisso! Votem consciente! Não escolham nenhum daqueles que já tentaram acabar com a cultura, os artistas e a democracia brasileira. Mão na consciência, por favor!

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