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O 6º Congresso Brasileiro do Plástico reuniu autoridades, especialistas e profissionais do setor para debater os desafios e oportunidades da indústria do plástico diante das transformações tecnológicas, ambientais e econômicas. A programação destacou a crescente preocupação com o futuro da atividade industrial, especialmente em relação ao avanço da inteligência artificial e à sua conexão com temas como sustentabilidade, meio ambiente e políticas públicas.
Um dos destaques do encontro foi a palestra de Cristiano Pospichil, com o tema “A IA na indústria de transformação do plástico”. Ele provocou o público a refletir sobre uma mudança central: a inteligência artificial não representa apenas uma revolução tecnológica, mas uma revolução de escolha, estratégia e geração de resultados.
Segundo Pospichil, após um período marcado pela descoberta das ferramentas de IA, o momento atual exige que as empresas avancem para a aplicação prática da tecnologia. A pergunta que passa a orientar as organizações não é apenas “qual ferramenta comprar?”, mas sim “como a IA pode gerar resultado para a minha empresa?”.
Na palestra, foi apresentada a ideia de uma inteligência artificial criada para atender às necessidades específicas de cada negócio. O exemplo utilizado mostrou que uma IA sem contexto conhece pouco sobre a realidade da empresa; por outro lado, quando alimentada por conhecimento, processos e know-how, passa a atuar como inteligência estratégica capaz de apoiar decisões, automatizar tarefas e ampliar a eficiência.
O palestrante destacou que a IA pode assumir atividades como registro de informações, organização de dados e geração de relatórios, permitindo que equipes concentrem esforços em atividades de maior valor. Um dos exemplos citados foi a entrega de relatórios que indicam, de forma clara, o que está crescendo de maneira automatizada e o que ainda depende diretamente da atuação humana.
Também tratou do impacto da IA nos processos industriais. Para Pospichil, a tecnologia redefine fluxos, elimina etapas que deixam de fazer sentido e contribui para multiplicar resultados sem necessariamente multiplicar esforços. Esse movimento, segundo ele, está diretamente ligado à geração de valor e à capacidade das empresas de transformar conhecimento aplicado em vantagem competitiva.
Outro tema enfatizado foi o papel das pessoas nesse processo. Ao responder à pergunta sobre uma possível substituição dos profissionais pela IA, o palestrante foi direto: a tecnologia entra para potencializar aquilo que as pessoas fazem de melhor. Os resultados dependem de uma combinação na qual algoritmos e tecnologia são importantes, mas pessoas e processos continuam sendo determinantes.
A mensagem central deixada ao público foi a de que a inteligência artificial deve ser compreendida como ferramenta de apoio estratégico, e não como solução isolada. “O que parece óbvio é exatamente o que gera resultado”, destacou o palestrante, ao reforçar que o valor da IA está na sua integração ao conhecimento prático das empresas e à capacidade de melhorar decisões, processos e entregas.
Com a presença de lideranças públicas, acadêmicas e empresariais, o 6º Congresso Brasileiro do Plástico reforçou a importância de preparar o setor para um futuro em que inovação, sustentabilidade e inteligência artificial caminham juntas. O debate evidenciou que a competitividade da indústria de transformação dependerá cada vez mais da capacidade de aplicar tecnologia com contexto, responsabilidade e foco em resultados.
