A arte da reinserção social: projeto levou a dança ao Presídio Feminino

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Nos últimos três meses, a arte também fez parte da rotina do Presídio Feminino de Joinville. Grupo de 34 mulheres em situação de cárcere participou do Curso de Dança Circular, uma forma de estimular a autoestima, a coletividade e a autonomia, valores humanos indispensáveis para a capacitação e reinserção na sociedade. A iniciativa termina com um aulão sobre dança circular aberto à comunidade no próximo sábado (25), às 9h30, no galpão de teatro da Ajote. Samira Sinara, idealizadora do projeto, relata essa e outras experiências que ilustram o impacto da arte no ambiente carcerário em artigo publicado na Francisca de outubro.

O projeto da VAI! Coletivo promoveu encontros semanais nos quais as mulheres conheceram a dança como linguagem ancestral. Com a ajuda da mestra Maurren Bartz, do Ananda Yoga para Todos, elas tiveram contato com a dança circular como caminho para perceber no seu corpo em movimento outra forma de (r)existir, de se reconectar com suas próprias histórias e criar novas relações entre si e com o mundo. Além dos benefícios físicos e psicológicos proporcionados pela experiência, o curso oferece certificado que pode auxiliar na remição de pena às mulheres – conforme a lei, cada 12 horas e curso permite um dia de remição.

Como encerramento do projeto – que inclui ainda uma apresentação dentro do próprio presídio –, o aulão na Cidadela Cultural é uma ação de contrapartida social do projeto e será uma maneira de compartilhar essa experiência com as pessoas do “lado de fora”. Aberto a todos os interessados, o “Aulão no Galpão: celas em movimento” será um espaço de contar e vivenciar o corpo sobre as experiências das mulheres na unidade prisional de Joinville com o curso de dança circular. No encontro, a focalizadora Maurren Bartz e Samira Sinara, atriz e produtora, vão compartilhar as vivências do curso por meio de imagens, memórias e dança.

O curso de dança circular faz parte do Projeto Celas em Movimento: Curso de Dança Circular no Presídio Feminino de Joinville, contemplado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura edição 2024, executado com recursos do Governo Federal por meio da Fundação Catarinense de Cultura. A realização é da VAI! Coletivo com apoio do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Bráz (CDHMGB), Conselho Carcerário de Joinville (CCJ), Federação Catarinense de Teatro (Fecate) e Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento (IMPAR).

SERVIÇO

O QUÊ: Aulão no Galpão: celas em movimento.
QUANDO: Sábado, dia 25, às 9h30.
ONDE: Galpão de teatro da Ajote (Cidadela Cultural), rua 15 de Novembro, 1.383, América.
QUANTO: Gratuito.
Com Acessibilidade Cultural – Intérprete de Libras

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