Documentário “A beleza oculta no poder feminino” tem sessões gratuitas

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“A Beleza Oculta no Poder Feminino” é o documentário de estreia de Dora Vergueiro na direção geral. O projeto, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e com patrocínio da ArcelorMittal, foi idealizado em parceria com a terapeuta paranaense Anna Sazanoff, que faz as entrevistas. O documentário tem como palco comunidades com saberes e fazeres tradicionais. A narrativa audiovisual evidencia o poder feminino de doze mulheres de três estados – Santa Catarina, Espírito Santo e Ceará – em diferentes tradições culturais.

As exibições gratuitas acontecem no dia 15 de julho (terça-feira), às 19h, no Cine Teatro X de Novembro, em São Francisco do Sul, com a presença da Cacica Celita Guarani, e no dia 16 (quarta-feira), também às 19h, na Casa da Cultura de Joinville, com as presenças da rendeira Lídia Solange de Souza e da criadora de ostras Rita de Cássia Rodrigues.

Em 50 minutos, o filme descortina um visual belíssimo, que emoldura as narrativas das personagens. “São mulheres pertencentes aos povos originais, benzedeiras, parteiras, curandeiras, rendeiras, ou seja, mulheres que ganham a vida com o suor do rosto e a sabedoria transmitida oralmente, boca a boca”, explana Dora. Ela reitera o valor da obra em suscitar o poder contido na ancestralidade feminina e na oralidade como potência de transmissão e de reverberação de valores.

“A Beleza Oculta no Poder Feminino’ expõe ao público os múltiplos instrumentos femininos para despertar beleza, cura e luz; abrindo possibilidades reflexivas sobre temas inerentes às mulheres, provocando sentimento de cumplicidade, empatia e toda a lógica do respeito à igualdade de gênero dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira”, enfatiza a diretora Dora Vergueiro.

“O patrocínio do projeto pela ArcelorMittal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, faz parte da estratégia de Responsabilidade Social da companhia e do nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos. Este projeto valoriza a cultura, a diversidade e dá visibilidade a vozes femininas que carregam saberes ancestrais e histórias inspiradoras. Apoiar iniciativas como essa faz parte do nosso propósito de promover a inclusão, a equidade, a diversidade e o fortalecimento dos vínculos culturais nas regiões onde estamos presentes”, afirma Fernanda Valadares, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da ArcelorMittal em Santa Catarina.

Sobre a diretora

Nascida em São Paulo, mas com alma de carioca, Dora Vergueiro, que dirige a Dó Maior Produções, criou a empresa como mais uma possibilidade na sua missão de ser “produtora de sonhos”. A autodefinição se consolida na sua trajetória de vida: além de documentarista, é cantora, compositora, radialista, praticante de esportes radicais, astróloga e terapeuta. Uma mescla de conhecimentos que lhe conferem um lugar de expressão e de entrelace na história de vida das personagens presentes em “A Beleza Oculta no Poder Feminino”.

Dora é filha do cantor, produtor musical e compositor Carlinhos Vergueiro, parceiro de nomes como Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola e Adoniran Barbosa, além de muitos outros artistas renomados da música brasileira, com quem Dora conviveu e aprendeu sobre o valor da cultura ainda na infância. Viajar e documentar as manifestações culturais é algo que ela aprecia fazer e que está no seu DNA.

A diretora de “A Beleza Oculta no Poder Feminino” espera que os espectadores, ao assistirem ao filme, saiam emocionados e “mais conectados com a natureza, que é um bem precioso”, conclui.

As “vozes femininas” de Santa Catarina

• Pedra Rosa – buscadora de visão, praticante do caminho vermelho dos Índios Norte Americanos Xamã, trabalha com sensitividade e visualização de campo de energia há mais de 24 anos.

• Lídia é uma rendeira apaixonada por seu ofício. Vem de uma linhagem de rendeiras. Ama sua ancestralidade negra e se baseia nos ensinamentos das mulheres que vieram antes dela.

• Rita de Cássia – pioneira na criação de ostras, mulher corajosa que deixou sua profissão de farmacêutica para se dedicar à maricultura, atividade predominantemente masculina, e após enfrentar muito preconceito se superou e abriu seu próprio restaurante no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis.

• Celita Guarani – líder da comunidade indígena Guarani, no litoral catarinense. Ela se destaca por defender a importância da cultura e tradições indígenas, incluindo a cura através do corpo, alma e espírito, e a utilização de práticas tradicionais de medicina.

As “vozes femininas” do Espírito Santo

• Doracy Vieira Gervasio – matriarca do Congo Tambor de Jacarenema – Barra do Jucu, mais conhecida como Dona Dorinha, é mestra do Congo e canta com a alma! Sua maior conquista foi ver as mulheres serem inseridas no Congo, algo, até então, dominado pelas figuras masculinas, conquistando o direito de dançar, tocar, cantar e participar. Teve 7 filhos e é dona do quintal onde acontecem os ensaios. No filme, ela aparece ao lado da filha, Marina, também liderança do Congo da Barra do Jucu, e que faleceu no início deste ano.

• Marione dos Santos (Dona Ione) – é benzedeira e curandeira. Faz xaropes, chás, e outras combinações com as ervas, que cultiva em seu quintal.

• Dona Alda – é ceramista e coordenadora do projeto social apoiado pelo Monge Daiju, do Mosteiro Zen Budista. Ela diz que o barro a tirou de uma depressão.

• Dona Evanilda – é filha, neta e bisneta de Paneleiras. Ela é figura emblemática dentro do Galpão das Paneleiras de Goiabeiras. Representante da arte de produzir as famosas panelas de barro, patrimônio cultural do Espírito Santo.

As “vozes femininas” do Ceará

• Dona Bibil é matriarca do Quilombo São Conceição dos Caetanos, e abriu portas e caminhos para valorizar a Cultura Negra, seus direitos e histórias. Anciã cheia de sabedoria e carisma.

• Sandra Caetano se define como mulher preta, professora de História, articuladora de comunicação da história cultural do Quilombo de Conceição dos Caetanos e idealizadora da Biblioteca de Literatura. É filha de Dona Bibil, matriarca do Quilombo.

• Lucy do Maracatu foi a primeira mulher a conquistar o posto de presidente do AZ de Ouro do Ceará. Mulher forte, apaixonada pela tradição, comanda o galpão que abriga as fantasias, os instrumentos, e a irmandade que se une no mesmo canto, dança e propósito.

• Socorro é Quilombola, mulher de uma intuição poderosa e dona de um rico quintal onde cria receitas que carregam a magia e potência das ervas. Ela faz garrafadas de útero que ajudam na fertilidade das mulheres. Começou testando nela mesma, já que também tinha dificuldade para engravidar.

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