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Um dos mais importantes nomes da música erudita brasileira, o gaúcho Miguel Proença faleceu na madrugada de hoje, aos 86 anos, no Rio de Janeiro, onde vivia. Miguel foi um dos criadores do festival Pianístico, em Joinville, ao lado dos produtores Carlos Branco e Albertina Tuma. Nascido em Quaraí (RS), ao longo de mais de seis décadas de atuação, construiu uma carreira de prestígio internacional, destacando-se como solista nos cinco continentes, sempre aclamado pelo público e pela crítica. Doutor em música, foi jurado de alguns dos mais relevantes concursos internacionais de piano, professor e diretor de instituições como a Sala Cecília Meireles, a Funarte e a Secretaria Municipal de Cultura, do Rio de Janeiro.
Proença fez parte de uma geração de ouro do piano no Brasil, ao lado de Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Eudoxia de Barros e Roberto Szidon, entre outros nomes, que se destacaram no Brasil e no exterior. “Além de todo virtuosismo e sensibilidade de suas interpretações, Miguel deixou um legado fundamental, sendo o pianista que mais gravou música brasileira erudita para o piano, de nomes como Alberto Nepomuceno, César Guerra-Peixe, Edino Krieger, Ernesto Nazareth, Oscar Lorenzo Fernández, Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos”, ressalta Carlos Branco, que esteve ao lado do artista no projeto “Piano Brasil”, percorrendo diversas cidades brasileiras.
“Foi um grande privilégio ter Miguel ao nosso lado na primeira edição do Pianístico de Joinville”, conclui Branco. “Fica uma grande saudade e também a certeza de que sua obra permanecerá viva na memória daqueles que apreciam a música de qualidade.”
