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Mauro Bartholi, especial para Francisca
Cheguei a Joinville em 1978 com o desejo de trabalhar e contribuir para uma cidade em movimento. Desde cedo, a construção civil me mostrou que cada obra é mais do que um conjunto de paredes e fundações: é uma resposta concreta às transformações do tempo e às necessidades das pessoas. Construir sempre foi, de alguma forma, participar do projeto coletivo de uma comunidade – um gesto de confiança no futuro e de compromisso com o lugar que escolhemos chamar de lar.
Ao longo dessas décadas, vimos a cidade crescer, diversificar sua economia e se tornar referência em desenvolvimento e qualidade de vida. Nesse processo, a construção foi uma protagonista silenciosa, abrindo espaços, redesenhando paisagens e conectando vidas. Inovar, naquele contexto, era encontrar soluções simples que melhorassem o cotidiano: varandas mais amplas, áreas de lazer integradas, ambientes que traduzissem o jeito joinvilense de morar e conviver.
Hoje, o conceito de inovação é mais amplo e desafiador. Envolve pensar sustentabilidade, eficiência energética, mobilidade e integração com o entorno. É entender que o crescimento urbano precisa caminhar junto com a preservação ambiental, com o bem-estar e com a valorização dos espaços públicos. Inovar é planejar para que o avanço da cidade não seja apenas medido em metros quadrados, mas também em qualidade de vida e pertencimento.
Joinville sempre foi um exemplo de cidade que cresce sem perder o vínculo com sua identidade. E talvez esteja aí a principal lição para quem constrói: inovar não é romper com o passado, mas transformar a experiência acumulada em aprendizado e inspiração. É conciliar o que aprendemos com o que ainda precisamos imaginar — unindo técnica, sensibilidade e propósito.
O futuro das cidades será definido menos pela quantidade de obras e mais pela capacidade de construir com significado. Cada edifício é também um gesto de confiança, um compromisso com quem vive hoje e com quem virá depois. É nesse equilíbrio entre o concreto e o humano que encontramos o nosso verdadeiro papel: o de continuar erguendo o futuro, com os olhos no amanhã e o coração voltado para a cidade.
Empresário e fundador do Grupo Estrutura

1 Comment
Muito relevantes as considerações, de quem tem experiência de verdade neste mercado!